"A Luminosidade é também um factor a ter em conta.

 

Na natureza as aves são influenciadas pela luz solar e em cativeiro essa influência também existe obviamente.

 

Sendo assim, caso o canaril não tenha luz natural suficiente, teremos que lhe fornecer luz artificial.

 

Em período de reprodução, devemos proporcionar no mínimo 12 horas de luz, para que as crias sejam bem alimentadas.

 

No final da criação e com o inicio da muda, devemos então começar a reduzir o número de horas diárias, devendo essa redução ser progressiva.

 

Uma dica será ir acompanhando a redução natural que os dias irão sofrendo e lá para finais de Outubro, já deveremos estar a desligar a luz, por volta das 19 horas, e não reduziremos mais esse valor.

 

As aves ficam então com um número de horas fixas até inícios de Janeiro, sensivelmente, que é quando começaremos novamente a aumentar o número de horas de luz, até que atinjamos as 12 horas de luz diárias, que como já referi são o mínimo que devemos proporcionar na época reprodutiva.

 

Quando atingirmos esse número de horas, os canários já estarão preparados e poderão então criar.

 

Obviamente que esse aumento, deverá ser acompanhado pelos respectivos tratamentos e pequenas "correcções" de alimentação, com vista à preparação para a época reprodutiva.

 

De referir que os meses em que devemos parar de aumentar ou reduzir a luz, variarão consoante os meses em que o criador deseje criar e será portanto uma questão de fazer os cálculos e verificar quando deverá começar a aumentar o número de horas.

 

O aumento do número de horas deve ser gradual e então todos os dias, o normalmente se faz é “amanhecer” 3 minutos mais cedo e anoitecer outros 3 minutos mais tarde, podemos fazer isto caso tenhamos um programador para tal, ou então manualmente.

 

Não esquecer também que as luzes não devem ser desligadas subitamente e caso não tenhamos um controlador para simular o anoitecer e amanhecer, teremos que ter uma luz mais fraca (de presença), a qual ficará acesa durante uns 15 minutos após termos apagado a luz “normal”.

 

Relativamente ao tipo de lâmpadas que devemos usar, existem lâmpadas elaboradas exclusivamente para aves e que imitam a luz solar, no que respeita à radiação e ao comprimento de onda, o que traz vantagens obviamente.

 

Podemos também usar lâmpadas do tipo das que se usam nos aquários, ou para répteis, pois são lâmpadas desenvolvidas para animais e não são incomodativas nem ferem a vista das aves.

 

Caso não consigam adquirir uma dessas lâmpadas, tentem escolher uma que não seja muito intensa e incomodativa, dentro das habituais lâmpadas que temos para uso humano, contudo esta não é a solução ideal.

 

Para os criadores que usem a luz solar, devem ter o cuidado que ela não incida directamente nos pássaros, pois isso é prejudicial.

 

A luz solar tem benefícios para os pássaros e podemos dar lhe “banhos” de sol, mas não devemos deixar que uma ave fique a torrar o dia todo. Além disso, na muda, se as aves tiverem luz directa, podem tornar-se agressivas e não conseguem ter os repousos que deveriam ter, nessa fase."

 

Princípio Básicos para criação de Canários

 

Local de Criação

 

Para iniciar uma pequena criação de canários, geralmente pode-se adaptar algum espaço já existente na casa. De preferência, o espaço deve ser provido de janelas voltadas para o sol nascente, protegidas por uma tela de malha fina para evitar a entrada de insectos. Deve-se observar a posição das janelas, de modo a evitar corrente directa de ar sobre as gaiolas. Entretanto, é necessário que haja circulação de ar, o que pode ser solucionado com pequenas aberturas junto ao forro, que facilitarão a saída de ar quente.

 

Gaiolas

 

As gaiolas indicadas para a criação de canários são as de arame galvanizado com grade divisória removível e suportes externos para bebedouros e comedouros.

 

Existem no mercado diversos tipos de gaiolas e excelentes fabricantes. Antes de adquiri-las é recomendável fazer uma pesquisa cuidadosa para eleger o modelo mais conveniente, o melhor acabamento e preço, sendo interessante ouvir a opinião de criadores experientes. Feita a escolha, deve-se adquirir gaiolas iguais e do mesmo fabricante, para padronizar o equipamento e facilitar o manuseio. É recomendável que se adquira uma grade sobressalente para cada gaiola, o que facilitará a limpeza. O fundo da gaiola, conhecido como bandeja, deve ser forrado com papel absorvente (como folhas de jornal). Sempre que houver acumular de dejectos deve-se trocar o papel (dias alternados). Pelo menos duas vezes por semana as grades devem ser trocadas por outras limpas. As grades retiradas devem ser imersas em água por algumas horas, depois cuidadosamente esfregadas e imersas novamente por algumas horas em solução desinfectante.

 

Os poleiros também precisam de cuidados especiais. Devem ser mantidos limpos e, se possível, trocados a cada duas semanas.

 

Acessórios e Utensílios

 

A variedade de acessórios para gaiolas encontrada no mercado é grande. Porém, deve-se evitar sobrecarregar as gaiolas com equipamentos supérfluos, que acabam dificultando a manutenção e a higiene.

 

Os acessórios mais indicados são os comedouros e bebedouros em forma de concha ou meia-lua, recipientes que devem ser mantidos limpos para evitar a formação de limo (algas) e o acumular de pó.

 

Além da limpeza diária dos bebedouros com pincel, escova ou esponja, pelo menos uma vez por semana eles devem ser mergulhados por algumas horas em solução de cloro e depois enxaguados em água corrente. Os comedouros destinados às sementes devem ser constantemente esvaziados para evitar o acumular de pó e podem ser trocados para lavagem em espaços de tempo maiores.

 

Para ministrar alimentos húmidos como papas, usa-se vasilhas de louça, vidro ou plástico, que devem ser substituídos diariamente e tratados com o mesmo rigor higiénico.

 

Os canários precisam tomar banhos frequentes e para isso pode-se adquirir banheiras plásticas de tamanho grande, mas que permitam a sua passagem pela porta da gaiola. Existem no mercado banheiras plásticas externas que podem ser adaptadas à porta da gaiola.

 

Durante a época de criação deve-se fornecer aos casais ninhos adequados, sendo muito usados os de plástico que são duráveis e higiénicos. Os ninhos devem receber forros de flanela, corda ou feltro, comodamente encontrados em lojas especializadas.

 

É importante trocar os ninhos quando os filhotes são anilhados e sempre usar ninhos limpos a cada nova ninhada, o ninho e o forro deve ser da mesma cor pois a canária pode abandonar os filhotes. Depois que os filhotes abrem os olhos não é recomendável manusear os ninhos, para evitar que eles abandonem o ninho precocemente, causando sérios inconvenientes.

 

Acasalamento

 

Considerando-se a variação natural da luz solar, anualmente ocorre um aumento gradual e contínuo do tempo de duração da luminosidade, a partir de 21 de Fevereiro, alcançando o máximo em 21 de Agosto. Esse período influencia o ciclo reprodutivo dos canários. Assim, o período indicado para iniciar os acasalamentos é entre a segunda quinzena de Março e a primeira quinzena de Maio.

 

Os machos e as fêmeas devem ser colocados nas gaiolas de cria, separados pela grade divisória, para um período de adaptação. Deve-se fornecer às fêmeas o ninho e estopa (desfiada ou em pedaços de 5cm X 5cm presos na gaiola). Quando os pássaros começarem a trocar comida através da grade e a fêmea confeccionar o ninho, a grade é removida.

 

Postura

 

A postura do primeiro ovo ocorre entre seis e oito dias depois da primeira cópula. Geralmente a canária põe 3 ou 4 ovos, em dias seguidos. Em alguns casos ocorre um intervalo de um dia entre um ovo e outro.

 

Nas primeiras horas da manhã (entre 5 e 7 horas) a canária realiza a postura e é galada pelo macho, o que assegura a fecundação dos ovos posteriores. Por isso, não é conveniente entrar no criadouro muito cedo.

 

Todas as manhãs, depois das 7 horas, os ovos recém-postos devem ser retirados e substituídos por ovos de plástico. Os ovos recolhidos devem ser colocados em recipientes com areia, algodão ou semente esférica (sementes pontiagudas como o alpiste podem perfurar a casca). e mantidos em temperatura ambiente.

 

Após a postura do último ovo, que normalmente é de cor mais escura, os ovos devem voltar ao ninho. Esse e considerado o primeiro dia da incubação. Com esse procedimento, os filhotes nascerão no mesmo dia e terão a mesma oportunidade de desenvolvimento.

 

Incubação

 

Normalmente a incubação dura 13 dias. Nesse período o ambiente deve ser tranquilo e a manipulação da gaiola deve ser rápida, para não incomodar a canária.

 

Durante a incubação os ovos perdem água através da casca, que é porosa para permitir a troca de gases necessários para o desenvolvimento do embrião. Nesse processo de "respiração" o vapor expelido deve ser reposto. Por isso, a humidade relativa do ar deve ser mais elevada. As canárias naturalmente molham suas penas, sendo conveniente colocar banheiras na gaiola, principalmente nos 4 últimos dias da incubação. Se a fêmea não se banha, pode-se pulverizar a gaiola ou colocar esponjas húmidas no fundo da gaiola, debaixo do ninho.

 

O diagnóstico da fertilidade dos ovos e feito a partir do 8º dia, examinando-os através de um foco de luz. Para isso é usado um aparelho, o ovoscópio, que consiste numa caixa com uma lâmpada dentro e um pequeno orifício onde o ovo é colocado. Nos ovos não fecundados é possível distinguir a clara da gema; já nos ovos fecundados isso não é possível. Com a prática pode-se distinguir os ovos "claros" dos fecundados, que adquirem uma coloração mais intensa e fosca. Os ovos abortados são perigosos para os ovos normais. Por isso, a ovoscópio é importante.

 

Nascimento

 

Na maioria dos casos o nascimento é exactamente no 13º dia de incubação. Entretanto, se o nascimento não ocorrer dentro do previsto, deve-se ter paciência e aguardar. Várias circunstâncias podem causar o atraso. Há fêmeas que não chocam e saem do ninho com frequência. A falta de humidade também pode influir. Não abra ou jogue fora um ovo até pelo menos o 15º dia de choco e, mesmo assim, faça mais um teste de vitalidade. Para isso coloca-se o ovo num recipiente com água morna e aguarda-se alguns segundos. Se o embrião estiver vivo, o ovo flutuará com a ponta para baixo, uma vez que a câmara de ar ocupa o pólo mais largo, e balança ligeiramente. Os ovos abortados flutuarão de lado ou afundarão.

 

Aninhamento

 

O sistema mais prático e seguro para identificar as aves é o aninhamento. As anilhas são pequenos anéis invioláveis de alumínio que são colocados nas pernas dos filhotes entre o 6º e o 8º dia de vida, levando-se em conta o seu desenvolvimento. Na anilha estão gravadas as siglas da Federação que a emitiu, o ano do nascimento do pássaro, o número de ordem e o número do criador (STAM). Essa anilha é a identidade do pássaro, pois não sairá mais da sua perna.

 

Os pássaros precisam da anilha para participar de Exposições e Concursos Oficiais. A colocação é um processo delicado e às vezes difícil. Para anilhar, toma-se o filhote com a mão esquerda e a anilha com a mão direita. Passa-se a anilha pelos três dedos anteriores, deslocando-a pelo dedo posterior, que deve estar no mesmo sentido da perna. Em seguida, libera-se o dedo posterior. Essa operação pode ser facilitada com o uso de vaselina ou outro lubrificante neutro.

 

Separação dos Filhotes

 

As ninhadas bem nutridas deixam o ninho entre 15 e 18 dias. Porém, a permanência no ninho até 20 dias é normal. Poucos dias depois, os filhotes começam a bicar os alimentos, principalmente a papa, frutas e verduras. Com um mês já quebram sementes, e podem ser separados dos pais. Uma regra prática interessante é não separar os filhotes enquanto eles apresentarem penugem na cabeça.

 

Normalmente, por volta do 25º dia, a fêmea inicia outro ciclo e começa a se preparar para uma nova postura. Nesse período, os pais podem depenar os filhotes, em busca de material para o novo ninho. Isso é evitado separando-se os filhotes dos pais com a grade divisória e oferecendo ao casal material para o ninho. Os pais alimentam os filhotes pela grade, por isso devem ser colocados poleiros baixos e próximos à grade divisória dos dois lados.

 

Alimentação dos Filhotes

 

Deve-se oferecer aos pais alimentação farta e variada. As papas devem ser ministrada várias vezes ao dia, em quantidades pequenas. Podem-se usar verduras  sempre frescas e bem lavadas, bem como maçã e pepino.

 

A variedade de sementes é importante. Além da alpista, a aveia sem casca (principalmente na primeira semana) e o Níger devem ser oferecidos em comedouros separados.

 

Se os pais não alimentam correctamente seus filhotes a retirada do macho da gaiola é recomendada. Outro recurso é retirar o ninho com os filhotes por alguns momentos. Assim, a fêmea se alimenta e acaba alimentando os filhotes quando volta ao ninho. Caso falhem todas as manobras para fazer com a que a fêmea trate dos filhotes pode-se distribuir os mesmos entre as outras fêmeas que tratam bem.

 

Alguns criadores costumam alimentar os filhotes no bico, com alimentos pastosos. Esse procedimento não deve ser usado o tempo todo, mas nos dois ou três primeiros dias de vida é muito importante, pois permite ao criador ministrar vitaminas e medicamentos no tratamento de colibacilo se (patologia responsável pela maioria das mortes dos filhotes no ninho). Esse procedimento auxilia no desenvolvimento inicial, mantendo os filhotes em condições de pedir alimentação às mães.

 

PREPARAÇÃO PARA A CRIAÇÃO:

 

PREPARAÇÃO DE REPRODUTORES

PREPARAÇÃO PARA A CRIAÇÃO:

Ø Lavar todo o material destinado a reprodução (ninhos.)

1> - 30 Dias antes da desparatização, dou 15 dias seguidos de FUNGIZONE 10% na quantidade de 1mml por litro. De água.

2> DESPARASITAR- Tanho usado o CCVER na água durante 1 dia e dou de seguida complexo B durante 3 dias. Repito este tratamento 8 dias depois.

3 Semanas, antes do acasalamento, faço: 5 dias seguidos de THERAPRIM e COXI-PLUS na água e dou de seguida 3 dias de complexo B.

Na semana seguinte dou: Pré-bióticos e Pré-bióticos (reforça os intestinos)

LUZ, CALOR E UMIDADE.

Durante os dois meses de preparação deve-se preocupar com dois pontos muito importantes e um terceiro acessório. O mais importante e o tempo de iluminação. Se pretende criar mais cedo, deve prolongar progressivamente a iluminação, ao ritmo de meia hora por semana, a fim de que os pássaros disponham de claridade de 13 a 14 horas por dia. A luz tem uma ação direta sobre a hipófise e o seu dicionário confirmara que esta glândula produz numerosos hormônios e, em particular, o do crescimento.

Após a construção do ninho, devera ter 15 horas de iluminação, para passar a 16 horas, assim que nascerem os filhotes.

Os pássaros, machos e fêmeas, reagem a este prolongamento de luz e sentem que dispõem de um número de horas suficientes para alimentar a ninhada.

Um segundo ponto importante e a temperatura, quando da colocação para a procriação, 12 a 14’”C podem ser suficientes. Aqui também e preciso aumentar progressivamente e obter uma temperatura entre 15º e 18º C, após os primeiros nascimentos.

CRIAÇÃO

O período de criação de canários e uma época de exaltação para o criador, mesmo para aqueles que tem contratempos.

Antes da procriação são desenvolvidas atividades incomuns, o conjunto de gaiolas e de viveiros necessitam ser lavados e desinfetados, selecionam-se cuidadosamente os casais e todo e qualquer outro tipo de preparativo julgado necessário pelo criador e realizado.

Os resultados obtidos são frequentemente parcos em relação aos esforços despendidos, pois numerosos são os problemas que aniquilam frequentemente os mais belos exemplares; ovos não fecundados, filhotes mortos no ovo, ou após dois ou três dias de vida, etc.

Na maioria dos casos o criador pode encontrar a razão para tal e ouvir então: «minhas fêmeas não alimentam», «o clima e impróprio», quando não é a papa de criação que e colocada sob suspeita, ou qualquer outra coisa.

Ao contrário, o que ouviremos raramente e um criador admitir ser o único responsável de seu fracasso. Jamais nos esqueçamos que na natureza o instinto das aves faz com que procurem aquilo de que tem necessidade para criar seus filhotes e que todo o ser vivo nasceu para se reproduzir.

Nas criações nossos pássaros deveriam sempre se contentar com o que colocamos as suas disposições. Seguindo este raciocínio, deveremos preparar as aves para a criação da maneira mais adequada possível. A preparação dos pássaros deve começar dois meses antes de colocar as fêmeas nas criadeiras.

A seleção dos reprodutores será mais fácil se entre a separação dos filhotes e a escolha dos futuros reprodutores, os pássaros forem beneficiados por um programa de cuidados o qual abordaremos posteriormente. Para machos e fêmeas, desde a separação até o acasalamento, três pontos devem merecer toda a nossa atenção:

1) As vias respiratórias;

2) O aparelho intestinal; e

3) Os órgãos genitais.

1º Ponto – As vias respiratórias.

Dois meses antes de colocar os pássaros em gaiolas criadeiras, deveremos nos preocupar com suas vias respiratórias. Uma ave que tem problema a este respeito, mesmo que pequeno, raramente terá resultados satisfatórios.

Como não podemos auscultar a todas, aquelas que forem escolhidas para a reprodução serão objeto de um tratamento de cinco dias. Utilizamos o TylanOR em pó. Este produto deve obrigatoriamente ser administrado dois meses antes das colocação das fêmeas para a procriação. A dose preventiva e uma colher das de café diluída em um litro d’água.

Esta dose é suficiente porque há duas outras épocas do ano em que igualmente nos preocuparemos com este problema. Se você tiver realmente este problema, poderá dobrar a dose.

Outros produtos também são bons, já experimentamos muitos, mas, tal como muitos amigos, sempre voltamos a esse.

2º Ponto - Aparelho Intestinal Todos os nossos pássaros são portadores de coccídeos.

Quando a concentração de dez mil coccídeos por grama for ultrapassada os pássaros ficam doentes. Se o número se situar entre 5 e 10 mil, os pássaros parecem estar com boa saúde, entretanto os filhotes não resistirão. Para ter um desenvolvimento harmonioso de um filhote, e preciso que os excrementos de seus pais contenham menos do que 5 mil coccídeos por grama. Como fazer? Substâncias coccidiostáticas não faltam: Coccídea, Whitsyns, S’MezO~, Vetococ (N.do T. – produtos comerciais na Bélgica) e tantos outros produtos poderão ser aconselhados por seus farmacêuticos ou veterinários.

A posologia informara sobre a dose a ser administrada.

A experiência nos ensinou que 5 dias, pelo menos, de dose preventiva evitará de realizar controle dos excrementos dos pássaros. Não esqueça jamais que pássaros com aparente boa saúde tem necessidade deste tratamento, que deve ser efetuado dois meses antes de se colocar as fêmeas em gaiolas criadeiras.

3º ponto – Aparelho Genital: Os diferentes conselhos nos foram dados pelo veterinário presidente de honra de um Clube de Canários de Cor.

Os pássaros têm ao nível do aparelho genital o que chamamos de germes banais. O termo banal nos parece adequado porque eles parecem não afetar o comportamento do pássaro.

Infelizmente esses germes banais são a causa de ovos não eclodidos e de mortes nos primeiros dias. Não se esqueça que a fêmea vê coisas que não vemos. Ela não alimentara um filhote doente. Esta teoria foi verificada muitas vezes.

Criadores, tendo problemas no começo de criação, fizeram um tratamento contra germes banais e a sequência se desenvolveu normalmente. Infelizmente não posso indicar um produto, pois trata-se de uma preparação a ser obtida com o auxílio de um veterinário.

Entretanto se for colocado o problema para um veterinário ele poderá ajudar. Não tenha medo quanto à dose, pois dobraremos e a administramos durante 5 ou 6 dias que antecedem a colocação de nossas fêmeas nas gaiolas criadeiras.

Neste momento poderíamos dizer que as fêmeas estão isoladas e receberam o que precisavam. Ao assegurarmos a sobrevivência dos filhotes não solucionaremos o problema de ovos não fecundados e de outros contratempos que podem aparecer. Por exemplo, piolhos nos ninhos, penas arrancadas, etc..

O ninho, seja de plástico ou de cerâmica, deve ser pulverizado 24 horas antes com Baygon verde, um produto da Bayer (vendido em farmácias). Você estará tranquilo por dois meses e protegido de todo inseto. E preciso recomeçar a operação uma segunda vez, assim que os filhotes deixarem a criação.

Como material utilize o sisal, o seu fabricante pode ter restos, daí nada custará. Estas cordas deverão ser cortadas em pedaços de 5 ou 6 cm e desfiadas. Elas se adequarão perfeitamente aos pássaros.

Antes de colocar a fêmea na criadeira é hora de lhe cortar a ponta das unhas e de desnudar a cloaca com tesoura, sobretudo para canários nevados.

Por que cortar as unhas? Porque nas ninhadas de 4 ou 5 filhotes estes formam uma bola sedosa. Se a fêmea estiver um pouco assustada e sair bruscamente do ninho, ela pode, com as unhas bem pontudas, carregar um filhote com ela e derrubá-lo no fundo da gaiola.

Se isto acontecer um pouco antes do final do dia, na manhã seguinte, quando você o encontrar, será evidentemente muito tarde. Se este acidente acontecer durante o dia e você descobrir relativamente cedo, coloque o filhote na palma da mão e sopre-o com ar quente. Frequentemente você recupera a vítima. Com as unhas da fêmea cortadas este problema e muito raro acontecer.

Desnudar a cloaca evitará que os machos eliminem o esperma nas penas e, consequentemente, os ovos não serão fecundados.

Os machos devem ter o mesmo tratamento pelas mesmas razões que as fêmeas e o fato de que o macho com as unhas muito pontudas pode ferir a fêmea na hora da fecundação, esta se esquiva e você terá novamente ovos não fecundados.

A DIETA

Durante a preparação dê farinhada às fêmeas, mas não muito, os potes de farinhada devem estar vazios ao meio dia, os pássaros são sobretudo comedores de sementes. Entretanto as boas rações contêm elementos de que tem necessidades.

Ao contrário, os machos que não têm que acumular as mesmas reservas, receberão um suplemento de cânhamo em sua mistura de sementes, a fim de colocá-los em condição máxima. Geralmente é suficiente uma colher das de café para um equivalente a 3 ou 4 colheres das de sopa da mistura de sementes.

Tenha o cuidado de manter os pássaros machos e fêmeas no mesmo local a fim de que eles se beneficiem juntos e ao mesmo tratamento nas mesmas condições.


 

 

ACASALAMENTO

INCUBAÇÃO, NASCIMENTO DOS FILHOTES, REGISTRO.

Os casais devem ser formados obedecendo a critérios de acasalamento e aqui a genética traz importante contribuição, podendo afirmar-se que é fundamental, no desenvolvimento de um plantel.

Não cabe aqui descrever os acasalamentos corretos, pois as variedades de cores, mutações combinadas, passam de 400. Sugiro que leia artigos sobre acasalamentos.

Recomenda-se que durante o período de cria as laterais das gaiolas sejam vedadas evitando que um casal interfira com o outro.

Deixamos nossas fêmeas sozinhas, bem preparadas, em suas criadeiras completas. Rapidamente a fêmea vai nos indicar que está pronta. Ela se torna febril, nervosa, movimentando-se sem parar, bicando as patas ou o anel e transportando no bico uma pena ou qualquer outra coisa que encontre. Visita cada vez mais o seu ninho e se você a tomar nas mãos vera que ela apresenta o ventre bem desguarnecido, normalmente apresentando uma camada de gordura que será a sua reserva. E preciso então dar-lhe materiais para convencionar o seu ninho, como já vimos, é indicado colocar pó contra os piolhos nos ninhos e mudá-lo quando estiver muito sujo. Etc. Aconselhamos as fibras de sisal, que não contém ácaros, normalmente abundantes. Essas fibras permitem ninhos bem brancos e também perfeitamente redondos no fundo, o que facilita o trabalho da fêmea para virar seus ovos.

A fêmea estando "pronta", começará a puxar os fios e a movimentar- se intensamente, batendo as asas. Vão iniciar o clássico namoro. Alguns beijos ou até mesmo alimentos são trocados pela grade. Após estes dias de namoro, esperar dois ou três dias, aí sim, podemos juntar o casal, que normalmente se aceitarão reciprocamente. Há o caso de recusa por parte do pássaro ainda não convenientemente preparado para o acasalamento. As brigas não são raras e se freqüentes é melhor separá-los colocando a divisória. Alguns casais não se adaptam definitivamente, sendo necessário a troca de um dos dois.

Assim que a fêmea começa a tecer o seu ninho - geralmente na borda do ninho, pois e por aí que começa – e hora de introduzir o macho cuidadosamente escolhido.

Normalmente ele é colocado à noite, pois pela manha são mais frequentes as cópulas, ocorrendo mais frequentemente à fecundação. Atenção, algumas fêmeas se contentam em depositar apenas raminhos no fundo do ninho.

Quando o primeiro ovo é posto, retire-o e troque-o por um postiço (de plástico) até o 4º ovo. Após recoloca os 4 ovos e as eclosões se farão 13 ou 14 dias após, a contar da manhã seguinte daquele dia. Este método oferece a vantagem (todos os filhotes nascerão no mesmo dia). Esse ovo postiço e muito útil nos primeiros dias, antes da colocação do anel, em uma ninhada de 4 ou 5 filhotes, servindo de apoio para a cabeça, evitando assim o esmagamento no fundo do ninho.

Entre o 5º e o 7º dia de incubação será preciso verificar se todos os ovos estão fecundados, para evitar que as fêmeas choquem inutilmente ovos “brancos” ou “vazios”.

A partir do início do choco é preciso retirar o macho ou não?

As opiniões são muito diferentes. Se houver a necessidade dele em outro acasalamento.

NASCIMENTO DOS FILHOTES

Os ovos não eclodidos poderão ser colocados numa pequena panela com água morna e se mexerem pode ter certezas que na manhã seguinte eclodirão. Porém, ao contrário, se não mexerem, você verificará que o embrião não se desenvolveu. Por que? Desde as primeiras eclosões verifique os ninhos diariamente.

Observar ATENTAMENTE se a canária está alimentando os filhotes, havendo a possibilidade de serem más criadoras. Uma manobra interessante está em retirar o ninho com os filhotes e pendurá-lo na parte externa da gaiola, por 5 (cinco) a 10 (dez) minutos, obrigando a canária a se alimentar para satisfazer posteriormente os filhotes.

Quando se trata da canária preguiçosa o criador terá que utilizar pequenos palitos, com a ponta chanfrada para colocar os alimentos pastosos na boca dos filhotes. Deve-se fazer isto em último caso, pois eles, os filhotes, necessitam receber os alimentos já emulsionados com os sucos e enzimas digestivas vindas dos pais.

Nos primeiros dias somente a fêmea alimenta os filhotes, sendo que o macho só vai auxiliar nesta tarefa, quando os filhotes estiverem maiores.

Sendo feliz, um casal poderá gerar em média de 10 (dez) a 12 (doze) filhotes no final da estação de cria. Os maiores índices de morte ocorrem nos 3 (três) primeiros dias, diminuindo até o 6º (sexto).

Após estes dias, as chances de se perder um filhote, são mínimas.

1. Desenvolvimento até o Sétimo Dia.

Quando o desenvolvimento se faz normalmente, os filhotes exibem a penugem solta e fofa como um chumaço de algodão. Também está sempre de "papo" cheio e ao menor movimento do ninho, mostram-se ativos e abrem o bico solicitando comida.

Se isto não ocorre, algum problema está acontecendo: ou estão mal alimentados ou já apresentam comprometimento de sua saúde. As fêmeas que exibem a plumagem do ventre molhada demonstram que os filhotes estão com diarréia.

Não se justifica molestar as fêmeas para que saiam do ninho com freqüência, pois poderá ocorrer até mesmo o abandono da ninhada. Procure inspecionar o ninho quando as fêmeas estiverem fora do mesmo.

Uma causa freqüente de falta de desenvolvimento é os "vermelhinhos" (piolhos). Os filhotes ficam fracos, pálidos e terminam por morrer mesmo de papo cheio.

Quando tudo corre bem, aos 7 dias de vida os filhotes já exibem os primeiros cartuchos de penas e seus olhos estarão abertos.

ANILHAMENTO OU ANELAMENTO

Embora não seja uma prática universal, pois os ingleses não anelam algumas raças de porte e mesmo assim realizam concursos de pássaros desprovidos de anilhas, o anilhamento é a modalidade mais prática para manter-se o registro de qualquer ave.

O anel, ou anilha, quando do tipo fechado e de diâmetro compatível com a ave, garante a legitimidade da sua criação em cativeiro e permite que o criador possa participar dos concursos oficiais. Em PORTUGAL é obrigatório o anelamento para qualquer pássaro de concurso.

Os anéis de cunho oficial são obtidos através de clubes registrados ( meu caso, AOC COIMBRA)

Deve ser colocado entre o 5º e o 7º dia, obedecendo à seguinte técnica:

v Passa-se primeiro os 3 dedos dianteiros e faz-se avançar a anilha.

v Dobrando-se o dedo posterior de encontro ao tarso (perna), prossegue-se com o anel até que se consiga puxar o dedo para frente, deixando livre o anel.

v Uma vez anelado e após o crescimento da ave, não será possível retirá-lo a não ser cortando-o. Também, não será possível anelar uma ave adulta sem adulterar o anel (alargando-o ou usando anel de diâmetro superior ao indicado.

2. Separação dos filhotes

Entre o 15º e 20º dias os filhotes começam a deixar o ninho. A saída prematura é indesejável e representa algum tipo de problema. O menor deles é quando o filhote se assusta e salta fora do ninho. Recomenda-se não trocar o ninho após o 12º dia.

Filhotes quando mal nutridos tendem a sair precocemente do ninho em busca de alimentação (atrás dos pais). Nestes casos não há muito o que fazer e, tentar recolocá-los de volta, é pura perda de tempo.

Por outro lado, os bens criados, deixam o ninho de modo tranqüilo, completamente emplumados e sem mostrar desespero por alimentação. Esta fase costuma ser crucial para o futuro dos pretensos "Campeões".

Acontece que, de um modo geral, tende a ocorrer a debicagem dos filhotes para a confecção do novo ninho. Algumas fêmeas deixam completamente desnudos seus filhos o que representa uma tragédia para o futuro: dificilmente se formará uma plumagem normal.

Ao se perceber os primeiros sinais de debicagem o criador deve interferir, seja separando os filhotes com uma grade divisória, seja fornecendo material para confeção do novo ninho. Sugerimos que os filhotes passem a metade do dia com o macho e a outra metade sozinhos. Colocando-se a farinhada de ambos os lados tanto a fêmea quanto o macho tratarão dos filhotes e ainda estaremos proporcionando a oportunidade para que o macho fertilize a fêmea, quando estiverem juntos.

Quando os filhotes estiverem a comer sozinhos é chegada a hora da separação. Geralmente, ocorre entre o 25º e 30º dias. Separados deverão ser colocados em uma voadeira de modo que possam se exercitar e serem levados para os "banhos" de sol e água.

Observar se estão sadios e se estão comendo sozinhos.

RESUMO - CUIDADOS COM OS FILHOTES

Ø FILHOTES ATÉ O 3º DIA

Esta é a fase mais crítica da criação.

É nela que ocorre o maior índice de mortalidade. Então todo cuidado é pouco. As providências mais imediatas são:

Ofereça comida macia ao casal, tais como: papa duas vezes ao dia – maçã, jiló - semente de aveia descascada.

Porém não invente! É que acontece que alguns criadores colocam tanta variedade de coisas nas gaiolas que ficam mais enfeitadas do que carro abre-alas das escolas de samba. E depois ficam se perguntando porque os filhotinhos ficaram com diarréia ou porque eles não vingaram . E o pior, culpam a fêmea, coitada!

Assim, neste período não use verduras (podem causar diarréias) nem pão embebido em leite, pois este azeda muito rapidamente.

Ø FILHOTES DO 4º ao 7º DIA

Neste período os filhotinhos continuam crescendo muito rapidamente e sua necessidade de comida e cada vez maior. Entretanto uns crescem mais do que outros e se tornam cada vez mais gulosos. Este é o Principal motivo pelo qual, deveremos inspecionar mais cuidadosamente o ninho para verificar se as crias, estão com tamanhos semelhantes. Se algum deles estiver com tamanho maior ou menor, troque-o de ninho.

A oferta de comida ao casal deve continuar a mesma dos três primeiros dias. Podendo acrescentar ao cardápio do casal algumas verduras uma vez ao dia como: chicória, ou almeirão, ou couve. A alface é desaconselhável, pois pode provocar diarreias, além de possuir grande grau de toxidade provocada por agrotóxicos. Entre o 5º e 7º dia deverá anilhar os filhotes.

Ø FILHOTES DO 8º ao 18º Dia

Nesse período começamos a notar uma definição maior das penas tornando o filhote com aparência mais bonita. E nesta ocasião que o acúmulo de fezes começa a ser percebido com maior intensidade na borda do ninho, já que a fêmea não mais se preocupa com a limpeza do mesmo. Será interessante que o ninho seja trocado por outro limpo quando este excesso ocorrer. Isto não e tão prejudicial assim.

Em torno do 17º dia eles já começaram a ficar na borda do ninho, iniciando as primeiras batidas de asas. Em torno do 18º dia os primeiros filhotes ensaiarão o abandono do ninho.

Os filhotes deixam o ninho entre 18º e o 20º dia. Em alguns dias já estarão a se alimentar sozinhos e poderemos separá-los dos pais e iniciarmos novo ciclo da reprodução com o mesmo casal.

Ø APÓS “DESMAME”

Os filhotes deverão ser colocados em voadeiras de 1m x 50cm para que possam se exercitar, e voar. Os poleiros das voadeiras devem ficar em torno de 9,0 cm de altura da grade de fundo para que os filhotes tenham espaço livre para voar de uma lateral à outra de voadeira, ganhando com isso maior consistência muscular.

O número aconselhável de filhotes novos de até 3 meses de idade é de, no máximo, 15 por voadeiras, devendo esta possuir 4 poleiros. Após esta idade, o ideal e no máximo 13 filhotes por voadeiras. Neste caso. Poderemos reduzir para apenas 3 poleiros por voadeiras.

R E S U M O

ETAPAS DA CRIAÇÃO

RECOMENDAÇÕES COMPLEMENTARES.

A separação dos filhotes precocemente pode causar a sua morte prematura. Certifique-se de que estejam a comer bem sozinhos, observando seu comportamento com relação à água, sementes e papa. Quando solicitam insistentemente aos pais para que os alimentem é sinal de que ainda estão dependentes.

Ao separar os filhotes procure não colocá-los juntos com pássaros de idade muito diferentes. Sugiro que essa diferença não seja superior a 20 dias. É uma questão de competição e os mais velhos sempre levarão a melhor.

A higienização do material como poleiros, grades, bandeja e do próprio cômodo, deve ser executada periodicamente a fim de evitar a propagação de doenças.

A prevenção do desenvolvimento de ácaros, piolhos tipo "vermelhinhos" e insetos dentro do criadouro é fundamental e pode ser realizada de várias maneiras. A quarentena é a melhor maneira de se evitar problemas futuros.

Recomendamos 30 dias de observação do exemplar recém chegado, antes do introduzi-lo no plantel.

Verduras brócolo, cenoura..., são muito úteis como complemento alimentar. Usá-las com parcimônia e levar em conta que um canário pesa por volta de 10 a 15 gramas, não deve comer uma folha inteira de couve ou almeirão.

Padronize sua alimentação e desde que esteja a dar certo, não mude. Existem milhares de fórmulas de papas.Com experiência, acabará adotando "a sua própria", de acordo com as conveniências.