O que fazer?

O que fazer?

"Quando um canário esta encolhido, é um sinal evidente e simples de uma simples indisposição ou doença.

Um canário encolhido, com a cabeça debaixo da asa, que dormita durante a maior parte do dia, come pouco ou nada, não canta e está apático, com as penas emaranhadas e a transpirar, não sendo raro ver o seu corpo com espasmos e calafrios provocados pela febre.

Nestas situações, deve-mos isolar a ave imediatamente e proceder ao seu tratamento.
Se temos conhecimentos ou alguma experiência, saberemos depressa do que se trata, mas se estamos a iniciar neste campo, e o mal-estar do canário se apresenta de forma insólita, o melhor então é leva-lo a um criador conhecido com experiência ou a um veterinário.

Devemos também ter sempre em atenção normas de isolamento como prioridade evitar que a doença contagie todo o nosso plantel.

Atualmente através da ciência, dispomos de fármacos adequados a quase todos os tipos de enfermidades e mais importante ainda possibilita-nos a prevenção das mesmas.

Algumas das doenças mais comuns:

Ácaros:
Geralmente, os ácaros aparecem ao adquirir novas aves ou em aviários livres devido ao contacto com aves silvestres. As aves afetadas com ácaros, ficam inquietas, mexem nas penas e mostram uma debilidade geral.

Tratamento:
Consiste na utilização de inseticidas próprios para aves. Manter a ave durante alguns dias numa gaiola limpa e desinfetada. Pulverizar a gaiola ou os aviários com inseticidas, deixar atuar durante alguns dias e lavar tudo.

Anemia:
Ave com bico e pele muito pálido e descorado, tem falta de apetite e apresenta emagrecimento.

Causas:
Falta de glóbulos vermelhos provocada por uma deficiente alimentação, carências de vitaminas, por contágio de algum parasita, ou por falta de espaço.

Tratamento: acrescentar à dieta papa de ovo, verduras e um complexo vitamínico.

Artrite:
Detecta-se por um inchaço nas articulações, particularmente nas asas e patas, estando a ave constantemente no fundo da gaiola.

Causas:
Hereditariedade, aviário húmido ou deficiente alimentação.

Tratamento:
Lavar as zonas afetadas com um desinfetante próprio diluído em água e aplicar uma pomada adequada. Fornecer verduras.

Asma:
Dificuldade respiratória, muito cansaço com pouco esforço, bebe muita água e falta progressiva do apetite.

Causas:
Corrente de ar, higiene das instalações, sementes de fraca qualidade e canaril muito húmido.

Tratamento:
Fármaco adequado, espaço suficiente para a ave se exercitar, colocar a ave na «gaiola hospital», retirar sementes gordas e dar vegetais.

Bronquite:
Perda de apetite, narinas obstruídas, bico aberto, rouquidão, a ave agitada e não canta.

Causas:
Correntes de ar, fraca renovação do ar, alterações bruscas de temperatura.

Tratamento:
Isolar a ave na «gaiola hospital» à temperatura de 30º, administrar antibióticos e vitaminas A e D.

Coccídeos:
Ave com penas arrepiadas, sonolenta, sem apetite, diarreia de coloração desde o esbranquiçado ao vermelho, fraqueza, pele pálida, magreza e problemas na reprodução.

Tratamento:
Administrar medicamentos adequados a esta enfermidade, adicionados à papa ou na água. Existem nas casas da especialidade, vários produtos para prevenir e curar a coccídeos.

Prevenção:
Os coccídeos está diretamente relacionada com cuidados gerais de higiene, alimentação bem pensada, água limpa e mudada diariamente, manejo adequado ao tipo de criação, isolamento das aves doentes, realização de exames pelo Veterinário no caso de mortalidade acentuada.

Colibacilose:

Causas:
Doenças provocadas por um agente bacteriano com variantes, umas sem causar males maiores, convivendo pacificamente no intestino da ave e outras pelo contrário são patogénicas e resistentes a antibióticos.

Os sintomas tanto nos jovens como nos adultos manifestam-se por uma diarreia frequente e de cheiro intenso. As penas das fêmeas podem-se apresentar molhadas pela diarreia das crias, morte destas entre o 4º e 10º dia de vida.

Tratamento:
Utilizar antibióticos adequados à doença com duração média de 10 dias, sendo que devemos complementa-lo com um bom complexo vitamínico após esse período.

Diarreia:
Evacuação constantemente com fezes líquidas.

Abdómen apresenta cor avermelhada.

Causas:
Fraca higiene no canaril e alimentação imprópria.

Tratamento:
Isolamento da ave na «gaiola hospital» e administrar um antibiótico adequado à base de Terramicina ou Aureomicina. Dar vitamina C e retirar todas as verduras e sementes negras ficando a ave só a comer alpista até o seu restabelecimento total.

Muda anormal:
Mudança das penas fora de época, irregularidade na formação das mesmas com quedas frequentes.

Causas:
Mudanças bruscas de temperatura; excesso de calor ou frio; local muito húmido ou muito seca; correntes de ar; mudança de alimentação; Stress; baixa luminosidade durante o dia; excesso de luminosidade artificial.

Tratamento:
Administrar diariamente uma papa de boa qualidade enriquecida com vitaminas e minerais.

Proventriculite:
Inflamação do papo causada por fungos, é encontrada com grande facilidade nos canários de cativeiro muito povoados e com grandes défices de higiene, provocando uma altíssima mortalidade nos jovens, em torno de 100%, normalmente entre 8 e o 9 dia de vida.

Tratamento:
Acompanhamento veterinário para a escolha do melhor medicamento e sua toxicidade.

Os adultos não apresentam sintomas.

O Proventrículo apresenta-se cheio de alimentos não digeridos, na mucosa interna do órgão, uma secreção esbranquiçada que normalmente se encontra contaminada por infeções secundárias bacterianas.

Salmonelose:
A Salmonelose é provocada por um grupo de numerosas espécies de bactérias que atingem todas as aves, principalmente os pisiformes.

Não existem sintomas específicos sendo alguns manifestados por asas caídas, olhos semifechados e uma dificuldade respiratória.

Os jovens atingidos apresentam o abdómen inflamado, fezes de cheiro intenso e líquidas e por vezes aderentes à cloaca.

A doença é mais comum nos adultos.

Na forma aguda, a morte pode ocorrer de 1º a 4º dia. Fezes diarreicas e esbranquiçadas.

Tratamento:
Higiene do criador e desinfeção da ambiente muito rígida, pois, trata-se de uma doença comum ao homem e ao animal.

Em animais mortos observa-se muitas lesões nos pulmões, rins, fígado., etc.

Stress:
Ave assustada, sonolenta, abatida devido a alimentação imprópria ou excesso de antibióticos.

Causas:
Sustos, barulhos repentinos no canaril, etc.

Tratamento: administrar vitaminas e eliminar os barulhos, as causas da fadiga, a deficiente alimentação, as mudanças de temperaturas e o excesso de parasitas.

Os Piolhos - Um Praga a evitar

Umas das grandes preocupações dos criadores de aves são sem sombra de dúvida os piolhos, que nos transtornam principalmente na época de criações.

As três principais espécies e as que mais incómodos e danos provocam são:

Piolho do interior das penas
 (Picobia Bipectinata)

Piolho da Pluma
 (Amalga Posrinus)

Piolho Vermelho
 (Dermanyssus gallinae)

As duas primeiras espécies alimentam-se de descamações da pele e das penas das aves, só pontualmente chupam sangue, estas duas espécies são consideradas um problema efetivo se multiplicarem de forma descontrolada.

O piolho vermelho é o mais perigoso dos três dado que é hematófago, ou seja alimenta-se de sangue.

Este piolho atacando de uma forma continuada pode levar as aves a um estado de debilidade tal que provoca a sua morte, principalmente as pequenas aves jovens que se encontram no ninho sem qualquer defesa.

Como detectar presença de piolhos

A ave infecta da de piolhos, mostra-se muito inquieta e agitada, e tenta de todos os modos livra-se do parasita, quer através de banhos no bebedouro quer picando-se constantemente, o que vai provocar um estado menos bom da plumagem, todos estes esforços contínuos vão provocar um enfraquecimento das aves, inclusivamente poderá acontecer que os machos deixem de cantar.

Piolho das penas

Pelo simples exame da ave detecta-se este piolho, basta estender a asa da ave infecta da, e observá-la a contraluz, vai notar-se uns pequenos pontos que se deslocam rapidamente ao longo das rémiges e rectrizes.

Piolho dos barbados

Vive preferencialmente nos barbados das penas, e também com um exame cuidado se pode detectar este parasita.

Piolho Vermelho

Este piolho não vive na ave, sendo um animal noturno só ataca as nossas aves durante a noite, estando escondido durante o dia, nos mais diversos locais:

- Poleiros Ocos
- Ninhos
- Frinchas das gaiolas
- Matérias de tecido.

Inclusivamente podem estar escondidos a distâncias consideráveis das gaiolas que irão atacar durante a noite.

Esta espécie quando não controlada vive em colónias de milhares de indivíduos.

Modo de Combate

Atualmente existem no mercado vários produtos indicados para o combate destes parasitas, podendo estes apresentar-se em spray ou em pó.

È importante a quando da escolha do produto para combate dos parasitas, verificar-mos se é específico para aves e devemos sempre proceder conforme as indicações, para não provocarmos intoxicações, às aves.

Julgo também ser importante que quando se fizer a desinfeção da gaiola retirar comedouro se bebedouros, para termos a certeza de não vamos contaminar os alimentos.

Para combater esta praga, devemos proceder à desinfeção directa da ave e à desinfeção das instalações onde poderá estar a colónia de piolho.

Desinfeção directa

Pegar na ave cuidadosamente e desinfeta-la conforme indicação dada nos produtos.

Contudo quem tem um plantel elevado é um pouco complicado desinfetar ave por ave , neste caso aconselho a utilização de um spray direcionado diretamente às aves, tendo o cuidado de evitar a zona dos olhos.

Para o combate desta praga:

- Desinfeção directa com Parapectina uma gota por ave no dorso

- No ninho com spray inseticida

- E desinfeção das instalações